ESCLARECIMENTOS

Este material não fazia parte da realidade do meu momento atual, tornou-se aos poucos um grande sonho, que trouxe para minha vida esclarecimentos e elucidações. Por isso decidi compartilhar com outras pessoas a grande experiência que foi essa viagem a o mundo de Smallville.
Minha principal meta é apresentar um material para que os leitores tirem suas próprias idéias e deduções partindo do meu ponto de vista.
Deixo explicitamente transparente que não me julgo uma grande entendedora dos assuntos específicos de cada episódio. Mas, tenho um enorme encanto e constante interesse por esses temas. Me considero uma curiosa e uma amante insaciável de múltiplas áreas. Quero acrescentar também, que meu conhecimento e credenciais profissionais não abarcam essa gama profunda de assuntos. Para me tornar uma melhor conhecedora, apenas me deixei seduzir com o seriado Smallville e me dediquei a pesquisar cada vez mais um grande número de áreas do saber.
Para iniciar esta obra contei com a ajuda de várias pessoas que me motivaram a seguir em frente, com apoio e, sempre me preenchendo de energia, através do mais nobre dos relacionamentos: O de mestre e aluno.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Clark em tempos de crise

De jaqueta de couro, calça jeans e atitude rebelde, nos faz lembrar a figura de James Dean .Que foi um representante de uma época, tornando-se o estereótipo do adolescente indisciplinado dos anos 50.
Modelo de um comportamento indomado, foi rotulado como o rebelde sem causa, o eterno adolescente confuso e indócil, papel que ocupava dentro do cinema e na vida real. Ninguém mais do que ele trazia tanta autenticidade aos seus personagens. Com o epíteto de rebelde, vivia com o fervor, a paixão e a fúria de um ícone sempre irreverente.
Foi ao volante de um Porsche 550 Spyder, a alta velocidade, que James Dean morreu a 30 de Setembro de 1955.
Talvez seja por isso que a primeira cena de Lex adolescente é em um acidente com um porche, para associarmos ao seu personagem a desobediência que representava Dean.
Segundo o biógrafo Lee Raskin “Dean sempre gostou da emoção trazida pela velocidade e de fazer o que as outras pessoas não aceitavam. Dean gostava de assustar, e pouco se importava com as regras dos estúdios de Hollywood”.
Vejo muito desse comportamento em Lex.

Todos os momentos de rebeldia no seriado nos levam a ele. Quando Clark entra em seu momento de revolta fica com o mesmo visual de Dean, com jaqueta de couro, calça Jeans, camisa de malha. Usando a moto de seu pai, produzindo o barulho frenético do ronco da motocicleta, que é um som que exala uma exagerada liberdade, como nos filmes de James Dean, o de jovem do interior carente e selvagem ao mesmo tempo, que não querendo mais seguir as normas já consagradas em sua casa passa a ter um comportamentos anárquicas impregnado agressividade, recheado de audácia, irreverência e liberdade de escolher o próprio destino.
James Dean nasceu e passou a infância numa fazenda, era reservado e introvertido, foi criado por um casal de tios e tinha medo de voar...
Com atitudes arrojadas e imprevisíveis Dean, abria espaço para questionamentos, raros naquela época, chegando a ficar conhecido como o rapaz que perturbava pensamentos. Levantou questões sobre as obrigações e deveres familiares e os deveres morais que contrariavam a expansão da descontração que os jovens buscam.
''Talvez simbolicamente ele representasse o arquétipo do ser humano arrancado de suas raízes, estranho num mundo estranho, um mutante, uma ponte entre o lugar de origem e o lugar para onde estava indo, sem pertencer a um nem a outro'', afirmou Antônio Bivar ( escritor e biógrafo).

Acentuaram-se a dificuldade com seu pai e trazendo traumas, repressões e frustrações, Clark assumiu a postura James Dean.
O seu desprezo por sua própria grandeza fazia de Clark o “rebelde” por excelência. Jonathan percebeu a mudança de Clark e decidiu falar com ele. Mas Clark não ouve, um simples pedido de seu pai soou como uma ordem, uma reclamação, sugerindo mais insatisfação de seu pai com ele e por conseqüência mostrando a desqualificação que Clark achava que tinha. A comunicação passou a ser utilizada como uma arma, levando-os a uma escalada de discussões stressantes e intermináveis, impedindo desta maneira o cultivo do diálogo e do entendimento de significados de cada um. Não observando como o outro recebia as palavras, se refugiam em seus mundos, procurando outras , atividades domésticas, “como uma forma de nunca estarem a sós”. A comunicação conturbada adoeceu o relacionamento.
Deste modo a relação que já estava contaminada pelo não dito e pelas frustrações e mágoas que se acumulou em cada um, passou nesse momento para um estado crítico. Toda palavra, gesto, olhar, atitude contribuíram para um ciclo vicioso, que se alimentou a cada movimento, mantendo-se como uma dança. Os diversos rios que alimentavam a relação entre eles , como interesse mútuo, admiração, confiança, fidelidade, perspectiva de futuro, construção da felicidade, e o amor adoeceram junto.
Para que isso fosse interrompido era necessário ocorrer fatos que exigissem deles um rearranjo, podendo leva-los a um reencontro ou desencontro. Como Clark não tinha coragem de agir de maneira radical, usou a kryptonita vermelha. Com a influência dessa pedra sobre seus sentimentos ele conseguiu romper os fios que o uniam não apenas a seus pais, mas ao que eles representavam: o correto, o honrado, o digno, o íntegro, e toda gama de virtudes elevadas.

Essa perda é fundamental para que Clark se liberte dos grilhões do passado, tome consciência de sua nova proposta de vida e continue sua jornada a caminho da luz. Ele passa agora para um estágio que precisa compreender algo que não pode ser proferido, mas apenas sentido nas mais profundas experiências do ser e assim aprenderá a ter compressões mais particulares e olha-las como verdades absolutas e inquestionáveis.

Clark ao usar a Kryptonita vermelha se deixou seduzir pelas facilidades, e com isso passou a andar sempre nos caminhos da vida cheios de declives e buracos, nas ruas mais escuras que seu destino podia levar. Clark joga todo seu racionalismo para o alto e usa seus poderes com o intuito egoísta e mostra um lado extremamente humano. Ele teve que se controlar para o seu lado Darth Vader não vencer o Obi-Wan. O lado negro é sempre tentador, depois que se tem contato com ele.
A abundância de atratividade que esse lado oferece, como dinheiro, fama, o desejo de estar dominando as situações, ter em suas mãos o "poder" para fazer o que quiser e como quiser sem medir as conseqüências, é como se ele se tornasse um deus, o dono de tudo e todos. Atropelando as pessoas para atingir o seu fim. Enquanto a faceta Obi-Wan se sente penalizada ao ver sua alma ceder o lado Vader ecoa gargalhadas sinistras como o som de sua respiração.
Esses dois lados estão em uma luta constante, e fica muito claro ao ver Clark sentir tanta dor que precisa retirar o anel com a kryptonita vermelha, voltando a ser o Clark ciente de toda sua bondade e divindade que habita nele. Ele luta para colocar novamente o anel, porque ele não gosta dos sentimentos que sente sem a kryptonita vermelha. Porque seu lado benévolo se entristece ao lembrar que errou, machucou, feriu os que ama. E seu lado Vader zomba e caçoa do ser consternado e triste.

Essas coisas renderam nele “fraturas na alma, mas que proporcionaram grandes experiências. Essa negação de seu lado virtuoso causou uma limitação temporária, propiciando empecilhos ao seu próprio avanço. A escalada rumo ao seu destino pessoal é íngreme e cheia de obstáculos a serem superados. O mundo esta impregnado de constantes opostos: guerra e paz, saúde e doença, bem mal, há uma espécie de razão universal dirigente de todos os fenômenos naturais. E até ele precisava viver esses opostos dentro de si. Ele viu que na sua existência, existe espaço para os dois personagens. E ele tinha que escolher qual deles iria viver.

É preciso suportar com esforço, um esforço muitas vezes prolongado e inúmeras vezes “além do suportável”, com o objetivo único de superar a si mesmo. Precisará ser rigoroso, austero, rígido, com ele próprio, impassível ante a dor e a adversidade, para cumprir aquilo que é requerido, e no qual é se ou comprometeu com sua função e posição. É aí que reside a sua capacidade de “enfrentamento”. Mas quando esse esforço não é alcançado sozinho, parece que alguém “lá em cima” dá uma mão, e manda uns ajudantes. No caso de Clark foi seu pai, Jonathan. Ao perceber que seu filho não estava conseguindo subjugar esse duelo, arriscou sua vida fazendo um pacto com Jor El para lhe conceder poderes e assim trazer seu filho para o lado austero.

Os duros ensinamentos que Clark passa vão contribuir para a sua purificação, mas será tão profundo, tão rico e vivificador, que ele não quererá abrir mão. A dor traz dentro de si o chamamento, e se ele não souber o que dizem os sinais ao longo do caminho, terá de produzi-los por sua conta.

José Maria Gomes Neto (Astrólogo) chama esse momento de “ As épocas mais difíceis – o fundo do poço”. Segundo ele no fundo do poço, onde tudo é escuridão, nos parece difícil conseguir voltar a tona e ver a luz. Mas ele diz que em determinadas situações é preciso mergulhar fundo para resgatar valores. Ele compara com um mergulhador, que enfrenta grande pressão ao ir no fundo do mar, mesmo com equipamentos é um local de difícil mobilidade, mas é no fundo do mar que ele encontrará os mais ricos tesouros, riqueza inacessível na superfície.

É o primeiro encontro com a sombra e os aspectos agressivos do seu instinto. Um mergulho na lama, que trás a tona tudo o que há de pior. Os perigos se renovam, mudam de aspecto. É preciso estar alerta, para não se deixar seduzir pelas armadilhas da aparência. Sobretudo, é preciso ser sábio para reconhecer esses inimigos, que se escondem atrás de máscaras inocentes, como a fuga. Ela é uma grande inimiga, que faz a pessoa parar, desistir e sequer nem tentar conseguir chegar.
Para suplantar esse ponto é necessário paciência, persistência, disciplina, austeridade, qualificação, estruturação, seleção, regras, e isso não acontece da noite para o dia. Para conseguir isso tem que trabalhar sem tirar férias. Para chegar aqui Clark já foi “banhado no caldo do tempo” para ter adquirido toda essa “experiência”, envergadura . Ele teve um atraso de vida, no sentido de que as coisas desejadas vem com mais lentidão.

Atingir o ideal é superação: um ideal de se tornar o melhor possível, quando se dá o seu suor para atingir uma exigência de perfeição, para estar a altura e chegar no “must” da qualificação. Rigor e exigência são dois componentes indispensáveis a serem acrescentados quando se quer fazer um caminho bem feito. Não se pode conceber uma atuação na vida de uma qualidade – à nível de seu melhor desempenho possível – sem imaginar trabalho duro, pois ninguém chega a fazer nada excelente sem se trabalhar muito, as coisas não ficam excelentes logo de cara, de saída ( nem mesmo com bastante talento) . Clark foi dotado de dons e talentos sim, mas isso não é tudo. O talento aliado à prática é que vira excelência. Ele precisou aprender a usar esses talentos para se tornar muito mais do que um herói com poderes, para se tornar o Super. Mas é também com uma pratica exaustiva que se pode superar uma falta de talento; pela pratica você pode chegar a ficar tão bom ou até mesmo muito melhor que um “talentoso nato”. Nos campos que ele não se achava hábil, lidar com as fraquezas e defeitos, foi o que ele precisou mais trabalhar. Agora ele ficou pronto a enfrentar qualquer super vilão, porque na área que ele não possuía maestria, no lado negro, ele agora já obteve a prática.

O destino é único e só pode ser alcançado se ele que for capaz de reescrever sua própria história.
Invariavelmente, todo conto de fadas segue um enredo no qual o herói deserta a casa de seus pais, passa por variadas privações, para como a Fênix, renascer das cinzas, de forma gloriosa e triunfante. Ele passa por um período de refúgio, no qual o desafio é lidar com a sombra. Ele pisa no inferno e vai a buscar o despertar das riquezas interiores .
É o seu caminho em direção ao topo, que atingirá sempre que usar sua capacidade, seu talento ou uma qualidade de forma plena e exaustiva em direção ao seu grau máximo de excelência.
A lição de não se deixar seduzir pelas facilidades, encontrar caminhos mais tortuosos foi aprendida.
Caso o herói não superasse as privações que passa, personificadas nos momentos de solidão e nas crueldades dos vilões, ele não conseguira triunfar ao final. E seu lado Obi-Wan finalmente vence.

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