ESCLARECIMENTOS

Este material não fazia parte da realidade do meu momento atual, tornou-se aos poucos um grande sonho, que trouxe para minha vida esclarecimentos e elucidações. Por isso decidi compartilhar com outras pessoas a grande experiência que foi essa viagem a o mundo de Smallville.
Minha principal meta é apresentar um material para que os leitores tirem suas próprias idéias e deduções partindo do meu ponto de vista.
Deixo explicitamente transparente que não me julgo uma grande entendedora dos assuntos específicos de cada episódio. Mas, tenho um enorme encanto e constante interesse por esses temas. Me considero uma curiosa e uma amante insaciável de múltiplas áreas. Quero acrescentar também, que meu conhecimento e credenciais profissionais não abarcam essa gama profunda de assuntos. Para me tornar uma melhor conhecedora, apenas me deixei seduzir com o seriado Smallville e me dediquei a pesquisar cada vez mais um grande número de áreas do saber.
Para iniciar esta obra contei com a ajuda de várias pessoas que me motivaram a seguir em frente, com apoio e, sempre me preenchendo de energia, através do mais nobre dos relacionamentos: O de mestre e aluno.

domingo, 14 de setembro de 2008

QuartaTemporada - Episódio 19

· Episódio “Blank” (4.19)
Lois estava no caixa do Talon e foi roubada. Clark sai atrás do ladrão e ao tentar tirá-lo do carro é atingido por raios que apagam sua memória. Chloe o leva para casa, ajudando em sua readaptação não só quanto a sua vida, mas sobre seus poderes. Clark não entende o porque de ser tão diferente e, Chloe por ser a única que sabia seu segredo, já que os Kent estavam viajando, se incumbiu dessa missão:
Chloe – “Aqui... dobre isso.
Clark - Isso é metal, eu não consigo dobrá-lo.
Chloe - Assim como não pôde arrancar a porta das dobradiças, certo? Tente.
Clark - Como eu fiz isso?
Chloe - Por que eu sempre me imaginei conversando isso com você estando do outro lado? Sente aqui.
Smallville foi atingida pela maior chuva de meteoros da Terra. Agora, eu sei que isso vai parecer, um tanto louco, mas... alguns meteoritos causaram um... ,efeito colateral extra-terrestre em algumas pessoas da cidade.
E a minha teoria é que você é uma dessas pessoas.
Clark - Poderes extra-terrestres? Como um alienígena?
Chloe - Não, lógico que não...
Clark - Mutante?
Chloe - Sim. Um mutante o qual salvou a minha vida em várias ocasiões. Ouça, você um tanto quanto... tomou para si o dever de ser o ''herói de Smallville''. E se me perguntar, eu... acho isso, fantástico.
Clark - Nós devemos ser amigos íntimos se eu lhe confiei tudo isso.
Chloe - Sim, bem, na verdade...você não me contou.... Sem problemas, você só estava se protegendo. Muitas pessoas lhe trairíam depois de saberem disso.
Clark - E você? Iria?
Chloe - Nunca.
Chloe chama Clark para ajuda-la a entender o que causou sua subita aminésia e Clark não entende porque não pode ira polícia para deixar o problema nas mãos das autoridades. Chloe tenta lhe explicar que ele não pode chamar a atenção sobre si, pois o mundo não é povoado por uma miríade de pessoas compreensivas e desinteressadas. Ser foco de atenção não é a melhor opção nesse momento, principalmente por suas prodigiosas capacidades sobre-humanas. Chloe tenta lhe explicar sobre o que ela chama de “Mundo Clark”, um universo à parte com suas próprias necessidades. Expor-se serveria apenas para atrair a atenção do mundo todo:Clark - Eu tenho pensado a respeito disso. Eu não sei porque me preocupava tanto com o que os outros diriam.
Não sei porque deixei isso arruinar a minha vida, quero dizer, você compreendeu.
Chloe - Sim, mas, Clark... infelizmente... nem todos em Smallville são pra frente como eu.
Clark - Mas isso é para ser problema deles, e não meu.
Chloe - Ouça, sei como está louco para se abrir com todo mundo. Eu só estou lhe encobrindo há algumas horas e não é tão fácil quanto eu achei que seria. Mas por favor, dá um tempo e pense mais a respeito.
Clark - Eu sei, é que... como outros irão me conhecer, se eu nunca sou eu mesmo?
Chloe - Eu sei que é difícil... mas, se você não contou à ninguém, deve ter milhares de razões para isso.Então, é por isso que temos que recuperar a sua memória.
Clark - Para então, eu fazer o quê? Voltar a mentir à todos?
Chloe - Clark?
Clark - Não estou certo de querer essa vida de volta.
Chloe - Pelo menos espere até conversar com os seus pais, certo?
Chloe também passa a ter conhecimento de outras habilidades que ela não sabia que Clark possuía, como a visão de raio X, quando Clark encontra uma credencial do possível ladrão e a visão de calor ao avistar Lana.
Ao ver Lana passar Clark fica praticamente hipnotizado, vendo seu sorriso iluminando tudo a sua volta e seu olhar penetrando em sua alma. As asas do amor envolveram Clark novamente. O seu amor se mostrou onipresente, resistindo até a sua falta de lembrança, pois o que o cérebro apagou, o coração guardou.
Clark – “ Quem é aquela?
Chloe – É Lana Lang, o amor de sua vida!”
Clark vai ao colégio procurar Lana, apesar de se sentir perdido e confuso, uma única coisa ele tinha convicção, a forte ligação que ele tinha por ela. Sentiu um enorme aperto no peito, da saudade de um tempo que sente ter vivido. Se olharam dizendo palavras não pronunciadas, travando uma eterna batalha silenciosa em seus corações, ao sentir que dentro deles ainda havia a ferida que a lança da separação causou:
Lana - Eu escutei sobre o que houve com você...desculpe, mas acho que não sabe quem eu sou.
Clark - Lana.
Lana - Eu ia lhe visitar mais tarde, não sabia que o veria aqui.
Clark - Na verdade eu vim aqui para lhe ver. Chloe, ela... me disse que costumávamos...
Lana - Sim, é verdade... nós eramos...
Clark - E o que houve? Por favor, eu tenho que... eu realmente gostaria de saber.
Lana - Eu também.
Clark - Foi minha culpa? Eu não entendo isso. Se eu me sentia só um pouco como eu me sinto agora...
então não me diga... eu não quero nem saber. Não quero nem saber porque desta vez... será diferente.
Lana - Dessa vez? Eu não acho que deveríamos falar sobre isso agora.
Clark - E quando poderemos falar sobre isso?
Plantando em seu coração a esperança de um dia quem sabe poderão unirem seus destinos, os olhos de Lana brilharam como pares de estrelas, aguardando esse momento como se mais nada existisse.
Chloe conseguiu descobrir o endereço do ladrão de memória, Kevin Grady. Seu pai trabalha na Clínica Summerholt, e fez um estranho tratamento de apagar lembranças em seu filho após um incidente que matou seu outro filho Dylan, o qual Kevin se sente culpado por sua morte.
Chloe consegue o vídeo com o tratamento de Kelvin, descobrindo que seu pai Dr. Grady foi quem disparou uma arma que matou Dylan, e não Kevin. Para não ser descoberto, apagou a memória de seu filho e implantou a lembrança de culpa do assassinato do irmão. Mas Chloe é descoberta dentro do Instituto Summerhlor, e Dr. Gardy resolve apagar sua memória para não ser descoberto.
Clark encontra Kevin e conta-lhe que teve toda sua memória deletada após tê-lo encontrado no beco, achando que há alguma ligação com o tratamento que ele estava sendo submetido em Summerholt. Revelando ainda sobre a fita no qual descobriram que Kevin não teve culpa na morte de seu irmão. Kevin agradecido por Clark ter tirado tamanho peso em sua consciência, vai com Clark até o instituto para tentar recuperar sua memória no aparelho desenvolvido por seu pai. Ao chegarem no laboratório, Clark se joga na frente de Chloe na hora em que os raios que apagariam as lembranças de Chloe estavam sendo lançados, atingindo Clark. Ao ser envolvido por gigantescas luzes verdes Clark, começa a rever em sua mente flashes rememorando sua vida. Foram frações de segundos para ele tomar novamente consciência de si e recuperar com lucidez o seu raciocínio, mas o suficiente para ele avançar dentro de seu arquivo cerebral, onde vinham imagens de seu passado recente e remoto, contemplando cenas há muito tempo esquecidas. Na sua frente Clark viu desfilar toda sua vida, um espaço de tempo completamente desconhecido do nosso, além de restabelecer sua memória que estava comprometida.
O excesso de descarga energética fez o maquinário explodir, tombando sobre eles duas torres. Para proteger Chloe, Clark segura as estruturas com as mãos, na hora que Loise e a xerife entram no laboratório, descobrindo sua superforça. Kevin para salvar Clark dessa situação, utiliza seu poder de eliminar lembranças apagando esses últimos minutos que acabaram de ocorrer, e a xerife e Lois esquecem o que viram. Kevin se esconde para não ser identificado. Clark esqueceu o que aconteceu com ele quando ficou desmemoriado e não se lembra que foi Kevin quem o ajudou a recuperar suas lembranças e livra-lo do flagrante de Lois e da Xerife, apenas o reconhece como o ladrão do Talon:
Clark - Você é o garoto do beco. Eu tentei tirá-lo do carro. E essa é a última coisa que me lembro até no laboratório
Kevin - Sim, e queria me desculpar de novo, foi minha culpa.
Clark - Bem, eu não sei o que fez antes ou por que, mas parece que lhe devo uma.
Kevin - Eu vejo isso mais como um empate, estamos quites.
Clark - Algo me diz que não deveria impedí-lo de ir embora.
Kevin - É melhor que as pessoas não perguntem muito sobre mim. Obrigado pela chance de recomeçar a vida , Clark.
Lex se aproveitando da situação de Clark, tinha ido com ele até as cavernas para Clark dizer o que se lembrava dos criptogramas e Clark acaba falando da existência de um compartimento que não está aparente, que ele viu em desenhos feitos por ele no celeiro. Enquanto Clark estava no instituto Summerhold, Lex invadiu o celeiro e pegou as anotações de Clark para decifrar o que existe atrás da parede, percebendo que Clark sabe mais sobre as cavernas do que ele afirma.
Lana aparece na fazenda, muito nervosa, para o encontro que Clark marcou com ela, quando sem memória.
Clark não se lembra mais do que falou para ela, mas toda essa experiência de reviver os flashes de sua vida trouxeram para ele uma mudança interna importante em relação aos seus valores, fazendo-o recaptular sua vida não apenas em seu cérebro, mas em relação as suas escolhas, modificando o seu ângulo de visão. Ele evocou fatos de sua vida que foram rememorados criticamente. As memórias que emergiram não eram consideradas importantes em seu estado normal de consciência. Mas depois dessa experiência, revelam-se, extremamente significativas.
Lana - Olá, cheguei antes, eu sei, desculpe. Eu acho que estou um pouco nervosa.
Clark - Nervosa por que? Era para nós fazermos algo? Lana, desculpe, não me lembro de nada do último dia.
Lana - Mas, você se lembra de todo o resto agora? Talvez tenha sido melhor...
Clark - Nossos planos, eram como, planos de sair juntos, tipo um encontro? E o Jason?
Lana - Clark, você só queria conversar. Não é nada que não possa esperar.
Clark - Lana, espere! Eu não posso fazer isso. Eu não posso deixá-la ir embora novamente.
Lana - Está tudo bem... nós nos conhecemos melhor do que isso.
Clark - Eu sei. E é por isso que desta vez será diferente.
Lana - Dessa vez?
Após conversar com Lana, Clark vai procurar Chloe, quando soube que foi ela a responsável por tomar conta dele. Além de agradecer, ele queria sondar se ela descobriu seu segredo:
Clark - Deve ter sido esquisito ter um amigo ''zumbi'' andando por aí.
Chloe - É, quero dizer, eu nunca havia percebido o quão... complicada era a vida desse ''zumbi''.
Clark - Complicada? Eu por acaso fiz algo ''diferente''?
Chloe - Você teve a oportunidade de recomeçar tudo e você fez as mesmas escolhas. Exceto por uma.
Clark - Chloe, preciso que seja completamente honesta comigo.
Chloe - Honesta, hein?
Clark - O que foi que eu fiz?
Chloe - Você confiou em mim.
Clark ao receber as descargas atuando em sua memória, se lembrou principalmente de seus entes queridos e das questões pendentes em sua vida, após sentir uma forte pancada, como se suas recordações se reacoplacem novamente a seu cérebro. Sem esquecer cada detalhe do que viu, a experiência ficou viva em sua mente como um filme que assistiu há poucos minutos, um tipo de recapitulação panorâmica de sua vida.
Nesse momento ele conseguiu ver claramente o que era realmente importante em sua vida. Essa experiência marcou-o para profundamente: entre outras lições, ficou a certeza de que muita coisa que ele valoriza como sendo a vida é apenas um pequeno fragmento da existência, ajudando-o a refletir e fazer uma auto-análise de como procedera até aquele momento e o que poderia fazer de melhor. Clark decidiu fazer transformações significativas em relação a suas prioridades habituais, entre elas não deixar mais Lana escapar de sua vida. Ele percebeu
uma discrepância entre aquilo que ele mais valoriza e a maneira como se dedica a ela, percebendo uma
disparidade entre suas atividades e seus desejos mais profundos.
Clark notou que a dificuldade que enfrentou ao perder sua memória trouxe a oportunidade para ele melhorar sua condição, dando lhe a chance para se apropriar de sua felicidade ao lutar por seu amor e não o deixar escapar desta vez. Batalhar por esse maravilhoso sentimento é ter o privilégio para se viver mais satisfeito e mais completo.
Viu que o amor é insistente, não bastando expulsar de dentro dele todo resquício de lembrança, precisaria ter apagado também sua alma, pois a morada do amor não é a cabeça e sim no espírito.
“ Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: se escolher o mundo, ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo” (Albert Einstein)
Clark sem saber em quem podia confiar ou como agir, devido a sua amnésia temporária, teve que confiar no seu instintivo bom senso. Mesmo sem ter a consciência profunda do segredo que abrigava, buscou caminhos mais equilibrados através de uma reflexão cuidadosa , profunda e dedutível para poder se guiar. Perdendo todos os valores que estavam gravados em sua memória teve que reconstruí-los, se guiando apenas pelo seu instinto de sobrevivência, Clark teve que refletir mais sobre os outros e sobre si.
“Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento. Mergulhe no que você não conhece” (Clarice Lispector)
Clark se viu em um momento de completa escuridão, ao perder sua memória, só lhe restando a amizade e fidelidade de Chloe e sua confiança nela, criou uma cumplicidade mútua entre eles.
“Na vida, o tesouro real são as pessoas que nos estimam e, assim, nos dão forças para viver”.(Theresa Catharina)

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